O Espelho defronte

Não é possível amar uma verdade escondida,

Uma porta fechada  com uma janela partida,

Não é possível carregar nele o sentimento perdido

Num mundo onde o amor há ferido.

Temo até já ter desvanecido entre vós,

Coisa que nunca cheguei a estar

Por mais que esteja já convencido.

Quis o universo ocultar a verdade esquecida,

Foste tão alma querida que permitiste

Julgar-me defronte do espelho que concebeu

Em mim, o resultado de estar morto como um pedinte.

Não, não morri! Por mais que o tempo em mim se esgote,

Por mais que o mundo com o seu braço forte

Me tente deter diante desta falsa façanha, que

Não é mais verdadeira que a morte.

Foi possível enquanto pude, deixar parte de mim,

Que jamais abrirá a janela que defronte da parede suporta.

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