Monthly Archives: Dezembro 2009

Entre a Utopia e a Promiscuidade

Em relação à Ética, suprimiu-se. Fez puff..

Se pensarmos como se estivéssemos no mundo da branca de Neve e os sete anões, a ética realmente existe, e então vivemos dotados de humanidades e afeições sem qualquer tipo de interesses a não ser o de dar as mãos e sermos todo num só.

Contudo lamento desapontar os mais crentes pois sou obrigado mediante a minha moralidade a trazê-los de novo á terra, esta atitude ética, repreendida por alguns faz parte da minha boa fé.

Pois a minha boa fé conduz-me numa óptica sobre a dita ética que nada se coaduna com os princípios estabelecidos no “velho livro” das moralidades e humanidades que serviram como pilar durante séculos, mas que hoje em nada se enquadram neste quadro vácuo de sentimentos, cujo a moralidade, humanidade e ética andam de braço dado com o poder de uns e a miséria de outros. Aliás a miséria é precisa, logo não pode existir ética. Perante isto…qual ética? O mundo é para quem pode conquistá-lo e não para quem sonha conquistá-lo.

– No entanto, fica o dever, de me opor a este deslumbre miserável, das diferenças, quando as igualdades são tantas mais, que aquelas que nos distinguem. A moral assim me “obriga”, a conservar e a defender, o que de facto nos une. A ética. A ética define-se, pelos seus princípios e valores humanistas, que conseguem unir o universo e torná-lo uno, é esta proximidade que permite fazer com que o mundo gire em torno da igualdade, da fraternidade e da liberdade. Este triângulo, extremamente necessário, para a compreensão de uns e de outros, não só um princípio, mas também uma referência da diferença, que nos distingue do mundo selvagem.

– Sem ética; a humanidade não existe. Isto porque o mundo não gira em torno de um, mas gira em torno de um todo e é esse todo que constrói o dia de amanhã.

– A moral consegue mover mundos, manter a diferença, mostrar o que em nós persiste escondido, como se de uma fraqueza se tratasse, esse tal sentimento de proximidade, que nos valoriza e enaltece, perante tanta promiscuidade que em nada envaidece.