Author Archives: Marcos Santos

História da Internet

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Entre a Utopia e a Promiscuidade

Em relação à Ética, suprimiu-se. Fez puff..

Se pensarmos como se estivéssemos no mundo da branca de Neve e os sete anões, a ética realmente existe, e então vivemos dotados de humanidades e afeições sem qualquer tipo de interesses a não ser o de dar as mãos e sermos todo num só.

Contudo lamento desapontar os mais crentes pois sou obrigado mediante a minha moralidade a trazê-los de novo á terra, esta atitude ética, repreendida por alguns faz parte da minha boa fé.

Pois a minha boa fé conduz-me numa óptica sobre a dita ética que nada se coaduna com os princípios estabelecidos no “velho livro” das moralidades e humanidades que serviram como pilar durante séculos, mas que hoje em nada se enquadram neste quadro vácuo de sentimentos, cujo a moralidade, humanidade e ética andam de braço dado com o poder de uns e a miséria de outros. Aliás a miséria é precisa, logo não pode existir ética. Perante isto…qual ética? O mundo é para quem pode conquistá-lo e não para quem sonha conquistá-lo.

– No entanto, fica o dever, de me opor a este deslumbre miserável, das diferenças, quando as igualdades são tantas mais, que aquelas que nos distinguem. A moral assim me “obriga”, a conservar e a defender, o que de facto nos une. A ética. A ética define-se, pelos seus princípios e valores humanistas, que conseguem unir o universo e torná-lo uno, é esta proximidade que permite fazer com que o mundo gire em torno da igualdade, da fraternidade e da liberdade. Este triângulo, extremamente necessário, para a compreensão de uns e de outros, não só um princípio, mas também uma referência da diferença, que nos distingue do mundo selvagem.

– Sem ética; a humanidade não existe. Isto porque o mundo não gira em torno de um, mas gira em torno de um todo e é esse todo que constrói o dia de amanhã.

– A moral consegue mover mundos, manter a diferença, mostrar o que em nós persiste escondido, como se de uma fraqueza se tratasse, esse tal sentimento de proximidade, que nos valoriza e enaltece, perante tanta promiscuidade que em nada envaidece.


Código Ética

Código Ético Deontológico

O Código Ético Deontológico na sua universalidade

Deus quis que o Homem sonhasse e não mais parasse

Esta frase tem tanto de verdade como de mentira.

As trevas foram lançadas

A utopia cegou a vista dos homens

Abriu a porta do abismo para não mais ser fechada

 

Hoje em dia e cada vez mais a ética, a deontologia, a moral, tal como os princípios básicos da sociedade são fumaça. Hoje a cada dia que passa percebemos que vivemos num mundo onde esses códigos e princípios não têm lugar. A falta de princípios humanos deu lugar ao poder daqueles que tem um poder económico considerável e com esse poder criar condições para obterem mais poder da forma mais macabra do ser ou seja: a pobreza cada vez mais é bem vinda por que o mundo não é para quem sonha conquista-lo é para quem, pode conquistá-lo.

Qual ética, qual deontologia!? Num mundo virado para dentro é como vivêssemos na arena de igual para igual só que cada um seria o touro com os cornos apontados uns para os outros para que o sangue derramasse e um saísse vencedor. A ausência de consciência não é predominante só que em vez de estar direccionada para o bem do outro está apontada para o bem de cada um independentemente do preço a pagar até porque hoje não estamos em saldos e por sua vez a concepção de preço não existe em virtude de não existirem todos os outros princípios básicos da humanidade.

É simplesmente nauseabundo.

E como exemplo desta falta de ética, deontologia e princípios morais da humanidade temos o recente caso de numa estação de serviço onde está uma mulher com um carrinho de bebé e nesse mesmo o bebé deitado e de repente o carrinho começa a andar em direcção á linha quando o comboio passa por cima dele isto tudo foi filmado por uma câmara dentro da supra citada estação a seguir diz o jornalistas que o bebé foi retirado com vida debaixo do comboio, no entanto não se viu a pessoa a ir retirá-lo e a câmara por sua vez continuou a filmar e não se viu o bebé portanto posso chegar á conclusão que ele está de facto morto por que se assim não fosse mostravam as imagens todas inclusive o próprio bebé sem um arranhão mas assim não aconteceu.

A diarreia mental da humanidade sobredotada dos eus caracterizada como individualista, analfabeta, abrupta, intolerante, indiferente, oca egoísta e ingénua.

Soberbo…


Evolução

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Novo projecto

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O Espelho defronte

Não é possível amar uma verdade escondida,

Uma porta fechada  com uma janela partida,

Não é possível carregar nele o sentimento perdido

Num mundo onde o amor há ferido.

Temo até já ter desvanecido entre vós,

Coisa que nunca cheguei a estar

Por mais que esteja já convencido.

Quis o universo ocultar a verdade esquecida,

Foste tão alma querida que permitiste

Julgar-me defronte do espelho que concebeu

Em mim, o resultado de estar morto como um pedinte.

Não, não morri! Por mais que o tempo em mim se esgote,

Por mais que o mundo com o seu braço forte

Me tente deter diante desta falsa façanha, que

Não é mais verdadeira que a morte.

Foi possível enquanto pude, deixar parte de mim,

Que jamais abrirá a janela que defronte da parede suporta.


Autobiografia

A alma conduz-nos,

À invulgaridade e unicidade,

Da entidade, antecipada,

Proporcionada em si.

Prefácio

Esta festa, realiza-se dentro de um espírito criativo, cujo o retrocesso e o consequente avanço são as vias escolhidas para uma melhor compreensão, de um tempo cujo o seu resultado espelha-se sobre cada um.

Na verdade, para além desta viagem na época, de me proporcionar a “aventura” de perceber, comparando, a realidade de um momento em determinadas circunstâncias e a exactidão de outro, em circunstâncias diferentes, estas duas realidades confrontadas simbolizam ao aprendiz a capacidade de entendimento sobre dois momentos, caracteristicamente desiguais.

O mergulho interno, subentende o encontro consigo mesmo, numa manifestação de alegoria sobre a verdade que transporta, manifestada em acontecimentos cuja emoção em determinadas circunstâncias, é o epicentro da fogosa atitude em relação a um quotidiano que se prevê de aprendizagem básica, relacionadas com as questões primordiais para o primeiro avanço.

Por outro lado, a razão é de facto a questão central da nomenclatura de si, para com as conjunturas universais, cuja sua complexa questão, abre o abismo da relatividade que gera a conjectura, de poder e não poder, tal como do entendimento obscuro. A consistência de todas as questões que integram a singularidade do ser, como resultado de uma auto avaliação que anteparei como um seguimento de todas as acções que se antepuseram à primeira questão.

A primeira questão que ao ser colocada, depreende o derrubar do muro, e o abrir da porta para o inferno, esse sarcófago secular, denominado de criação, seguramente terminado e sublime na sua excentricidade, inigualável e único.

Introdução

Simplesmente soberbo.

Toda esta singularidade, que pretende ser dentro de um equilíbrio composto por duas “peças” fundamentais, complementares, e que conseguem entre si, proporcionar um entendimento, e por vezes um desentendimento; a razão e a emoção.

Pois claro. Ambos percebemos, dentro de um razoável raciocínio, saber fazer essa distinção, que por vezes nos leva ao abismo. Esse labirinto magnifico, que nos mostra a nossa real concepção de ser. A consciência, permitiu-nos dentro de um conhecimento que vai para alem de nós, perceber esta magnitude de complexas atitudes razoáveis e não razoáveis, partindo do principio que todas elas são consequência, de um estado, cuja razão é o protagonista, dentro do que é sensato; e do que não é razoável cujo protagonista desta é a emoção.

“A luz do Sol brilha sobre estes dois paralelos”, que rasgam toda a essência, sobre esta presencialidade, de estar e de sentir, num abraço ao universo que nos abrange num todo.

A espontaneidade, uma das características da emoção, por sua vez também, uma das características de quem nada tem a temer relativamente ao que diz respeito a si mesmo e ao mundo que atrozmente o observa por detrás de uma cortina. Essa qualidade, hoje, menos rara, muito embora, e com  algumas reservas, não seja habitual proporcionar-se num quotidiano vasto de melindres e receios provocados pela razão que faz o equilíbrio dessa supra citada qualidade.

Contudo, temos o exemplo da criança, habitualmente vista como estando ainda numa fase de elaboração e coordenação das suas emoções, no entanto ela representa o que de mais belo existe no universo, ao dizer isto automaticamente fazemos uma comparação por mais que o nosso propósito não seja esse, ela (criança) é o resultado de múltiplas fusões mas para alem dessas fusões ela transporta consigo desde a sua nascença um mundo de vicissitudes, transformações, e marcos da história no entanto, nos primeiros anos ela é o fruto mais genuíno do mundo, genuíno porque ainda não surgiram alterações no foro comportamental pelo facto de a sua razão ainda não ter capacidade de reacção diante do universo que a rodeia por conseguinte, nessa fase a criança é movida em função das sua emoções e sentimentos verdadeiramente únicos.

Há medida, que a criança vai crescendo, vai também descobrindo pelos seus próprios meios todos os novos sentimentos razão pela qual nessa altura se verifica uma transformação comportamental em virtude de uma consciencialização do verdadeiro mundo, embora ainda não totalmente compreendido contudo, a sua razão já “desperta”, consegue agora perceber e captar determinados conceitos e verdades, de um outro mundo, que não existia na sua primeira fase de relacionamento com o seu eu.

Percebe agora, a pequena mudança muito embora ainda não esclarecida sobre uma estrutura que a envolve.

O SARCÓFAGO

DO EU

Estamos no ano de 1973, hora de se abrirem as portas para o amanhecer. Segundo aquilo que me permiti escutar, enquanto permanecia “enclaustrado no berço” antecedente à  minha nascença, percebi muito embora até eu possa ser posto em causa, em virtude desta autobiografia, que pressupõe ser a “viagem interna que percorro dentro daquilo que sou, ou que ainda espero ser, na medida em que a caminhada ainda me consegue abrir portas, para um futuro cheio de hipotéticas vontades, que permanecem no baú ainda por ver a luz do Sol.

Após ter posto o pé do lado de fora da porta que me havia ocultado e durante uma época de Verão e Inverno, cujo o Natal passei debaixo de  uma cortina prestes abrir para a caminhada  do dia seguinte.

De repente…a luz do dia esbateu-se sobre a minha face, espelhou-se num quadro mágico sobre o deslumbramento que permaneceu… o dia encheu-se de emoções reflectidas nas expressões espontâneas, nos gestos levados pelo laço inquebrável que traz “acorrentado” a si, um leque de razões e emoções correspondentes ao colo, essa ligação coerente de sentimentos íntimos.

Após o desabotoar do botão, concebido como um novo amanhecer, a rotação continua, era de uma nova folhagem.

A renovação dá-se, segue-se num quadro de utopias, que se desencadeiam em sucessivas mudanças,

Inserido numa pequena sociedade, ainda pouco esclarecedora muito embora, a génese devesse permanecer intocável. Nos anos vindouros, o desenrolar dos acontecimentos sucedem-se dentro de um contexto quase inalterável, muito embora, o desassossego se comece a formar dentro da “concha”, que espera agora o amadurecimento para um confronto inevitável, dentro de um complexo contexto estruturado de fundamentos, conceitos e princípios, que tornam possível a caminhada para um futuro, quase como um passo falso num universo sem chão.

Nesta década de 70, “fiz-me à estrada”como um aprendiz, no começo de uma era fulcral para o meu entendimento do universo do momento, rodeado de uma sociedade espontânea e coberta de receios por uma inocência reflectida nos olhares, que brilham sobre pressupostos dias que viriam suceder ás horas que se antecederam

Tudo começou enquanto a idade ainda me ocultava de uma identidade ainda por definir, partindo sempre de um desígnio que albergo dentro de mim, embora não transcenda uma “historia” carregada de factos que me transformam, por mais que eu não tenha dado conta dessa presença que se insere dentro de mim e me guia por uma determinada via.

No entanto, à medida que os anos foram passando, a complexidade foi-se revelando, a etapa que agora me era posta à frente desenrolava-se dentro de um enigmático desdobrar, que à partida tudo se pressuponha, todas as questões eram possíveis, muito embora, naquela época toda a “fumaça” me vendava por imprevisíveis dias, que se sucederiam em sabe-se lá o quê. Muito embora sejamos donos de nós próprios, não somos donos do mundo, e é neste não, que se resume a incógnita do dia seguinte. Até aos anos 80, pouco havia a alterar na profunda questão do existir, em virtude de as mudanças serem espaçadas, num tempo em que o descobrir era necessariamente uma das primeiras,

senão a primeira passada, para o desenrolar de sucessivos novos encontros consigo mesmo, “novos ventos se aproximavam”, num desenvolver que até então não provocava um auto confronto, em virtude de o conhecimento ainda não se ter aprofundado, num tempo de brincadeira de crianças.

Após o primeiro ciclo se ter fechado, era hora do renascimento e de novas aprendizagens, com compreensões “que afligiam”, novas questões se levantavam, questões essas que consistiam em

novos conhecimentos e novas reacções, relativamente às novas perceptibilidades, que começavam a inquietar vagarosamente o sossego ou a incompreensão, de um tempo que foi de preparação. Novas

sementes se desassombram para os primeiros conflitos com uma nova realidade, nestes anos de 80 a 1984. O mundo começa “assombrar”os alicerces, as motivações, as circunstâncias, na criação de uma nova postura, no que diz respeito á relação de si para com um todo. Eram essas mesmas circunstâncias, que desencadeavam toda uma singularidade de atitudes, a linguagem proporcionava-se e dela se cruzavam novos anseios que enalteciam o ego, desabrochavam súbitos entendimentos labirínticos, num crescimento mais sossegado que este quotidiano farto de melindres.

O tempo mascarado marcava o passo, todas as questões de infindáveis porquês, resultantes de pequenos passos direccionados para o subir da cortina, que tapava ainda que temporariamente o conflito interno, proveniente de todas as incógnitas, que maravilhavam a existência de um cosmos, e de tudo o que nele havia de sedutor. Era realmente soberbo, a mera circunstância da gravitação entre tudo aquilo que represento e tudo aquilo que de mim é representado; não se subentenda disto outra coisa senão, uma excentricidade que me liberta de uma ponderação sujeita a receita.

Receita essa colhida grão a grão, “deitada” sobre concepções, fundamentos, princípios e ideologias que caracterizavam o ser, como uma tradução de grego para português, não me peçam para explicar este simbolismo templário, cuja sua complexidade; enraizada é semelhante à excêntrica voz do tempo.

Esse tenebroso caminho enigmático, que traz subjugado, o silêncio de um profundo olhar, sobre a luz de um lugar, cuja perceptibilidade nada tem haver com aurora do dia seguinte, esse elemento ofuscado, cria a sensação de mortalidade, sobre a esfera móbil. Sucedem-se novos cantos, novas raízes se estendem sobre a noite que precedeu.

Fecha-se a porta desta década e quase meia, de sucessivas vicissitudes no comportamento, sobre alterações reflectidas, nesta sociedade farta de melindres.

Os alicerces, agora já com alguma robustez, conseguem criar de alguma forma definida, a estrutura de um carácter que começa a ganhar alguma clareza, naquilo que se vai tomar, muito embora, possa em determinadas alturas, oscilar em virtude de os momentos cujas suas reflexões não serem tão lineares assim, (não é tudo estrada) e este facto provoca avanços e recuos nas suas considerações e meditações sobre um modo, sobre a via a seguir.

São estas ponderações, em determinadas circunstâncias, porque são essas mesmas circunstâncias, que provocam determinados comportamentos momentâneos no âmago de cada ser.

Neste tempo, pós ano de 1984, a questão levanta-se no cerne, a fulcral decisão de seguir entre uma, ou outra via, essa, que iria desencadear sucessivas mudanças e aprendizagens no ventre de si, para com os acontecimentos que iriam desencadear perspectivas sobre um universo, até então desconhecido. Esta época de 1984 a 1990, após avanços, recuos, hesitações, moderações, e algumas decisões, relativas ás suas habilitações; habilitações essas ligadas a um auto-didactismo relacionado com uma área complexa, cuja meditação, pensamento, reflexão, emoção e razão estão ambos de braço dado.

Esta via, tornou-se deveras importante, até porque para alem de assimilar como aprendiz novas razões, veio proporcionar uma leitura mais vasta da pergunta, incutindo o mergulho sobre si, numa procura dos fundamentos e de toda a substância enraizada no núcleo, como uma célula tão pequena

e tão importante, que faz de nós aquilo que realmente somos, esse mágico mundo onde somos constituídos, essa pequena porção inalcançável, onde reside a verdade de cada um.

No resultado deste caminho numa época de mudança, os anos 90 foram decisivos, para um confronto pessoal, quase como se me estivesse a olhar defronte do espelho, esse cruel e frio momento em que pomos tudo em causa.

Neste preciso instante, a emoção é temporariamente posta de lado, face ás circunstâncias com que nos deparamos; essas mesmas.

No entanto, existe a outra parte, que nos mantêm intactos e de pé, essa semente tem a ver com a excentricidade que cada um detêm, de uma maneira, ou de outra e isto resume-se à importância que cada um atribui á questão, essa importância é essencial para o sossego do espírito.

Dentro deste equilíbrio, manifesto o caminho traçado, que terá repercussões num futuro próximo, futuro esse que revela todas as consequências de uma escolha.

Desta década de 90, resultou um crescimento ao nível pessoal e profissional, novas etapas se cruzavam no meu caminho, como aprendizagem e amadurecimento pessoal, que criavam uma expectativa de um futuro próximo, mas também de um futuro longínquo, revelava a dificuldade e a injustiça de uma sociedade mal formada, quer ao nível daquilo que cada um pretende para si, quer ao nível da visão que cada um tem do outro, neste tempo, ainda se ocultavam vários factos, que enunciavam uma sociedade não preparada para uma realidade muito mais cruel do que aparentava ser, vivíamos no tempo em que era necessário haver analfabetos e “burros”, era benéfico para “os homens do poder”. (venha a nós o vosso reino seja feita a nossa vontade) assim na vossa pobreza como no nosso enriquecimento.

A manipulação das consciências era sem dúvida o prato preferido das instituições, nomeadamente da própria igreja, que alimentava as almas perdidas de enganos e subterfúgios, de uma consciência forte e limpa.

Nesta época, começavam-se a plantar as ervas daninhas, cuja a integridade de cada um, era através desta colheita posterior posta em causa, a sobrevivência começava-se a sentir, a partir da permissão de um povo, que se autorizava a perder tudo o que tinha, em troca de nada, sucumbiam-se, tornavam-se vazios, perderam toda a dignidade, tal gesto que caracterizo como inqualificável, medíocre, oco.

Uns zés ninguém.

Década esta fulcral para o conhecimento de uma sociedade fechada, cuja sua consciência pesava como um fardo, era a cruz de alguns, opções singulares de quem nada tem, vazios de ser.

No entanto, foi também nesta época, cinco anos após termos dado o passo maior que a perna, que começamos a andar ás cambalhotas, (sem eira nem beira), entramos na república dos sustentáculos, criando internamente o desgaste, e exteriormente revelamos a nossa fragilidade, aventuramo-nos, os bastiões acabaram por se mostrarem intransponíveis, a uma nação décadas de luz atrasada e impotente, perante tão elevadas muralhas.

Nesta década, ainda me foi proporcionado a possibilidade de exercer várias e diversas funções, em algumas empresas, experiencia essa, que acarreto comigo, tendo como consequência um maior conhecimento do labor de cada uma, trabalhos esses que me deram a visão da politica exercida pelas empresas, pude concluir, que para alem de funcionarem conjuntamente com outras empresas, e de substituírem a mão-de-obra interna, por mão-de-obra externa, em virtude de sair mais barato, em

algumas dessas empresas conclui também, que a máscara protege as boas intenções dessas empresas, e cheio de boas intenções anda o diabo, creio que consigo explicar bem a politica desta maneira, ou seja, nem tudo é aquilo que aparenta ser. Nada de novo.

Após os anos 90 e a entrada nos anos 2000, (pior a emenda que o soneto). Bom, a partir daqui, deu-se o descalabro.

A entrada no ano 2000 profetiza o retrocesso de um tempo presente, a uma época do qual nunca de lá saímos, empiricamente não se estabelece esta relação, no entanto, se meditarmos sobre este facto, pode-se perceber que todos os avanços tecnológicos e outros mais, não nos tiraram do berço do qual nunca saímos, esse tempo que enlevamos na nossa essência como seres pensantes.

Neste tempo, deu-se o findar e o começo de uma nova etapa, mais uma porta se abriu, mais uma porta se fechou, um novo muro se depara à minha frente, como uma nova metamorfose, proporcionada pela nova folhagem que se manifesta agora dentro de um conceptualismo concentrado mais avidamente pela questão que agora se depara defronte de um nova realidade que aponta para a escolha entre o seguimento de uma marchada ou por uma nova como “um tiro no escuro”, a escolha depreende sempre de uma visão futura, não na escolha mas na previsão de um tempo incerto de equilíbrios.

Nesta década, deu-se o seguimento da via, que já havia escolhido e como consequência, a instabilidade, veio pressagiar maus ventos vindouros, que me levaram ao desentendimento para com uma hipotética estabilidade manipuladora, sem grandes avanços, ciente desta realidade travei batalhas, tempos de exaltação, e de marcas que enalteceram e fortaleceram demarcando o ego sem que houvesse nisso qualquer tipo de narcisismo, não; a firmeza de uma sólida posição sobre o oposto.

Oito anos se passaram sobre diárias “lutas” que vieram só reafirmar a posição sobre a injustiça que se demarcava e demarca de um poder que sem nós nada logram.

Após estes oito anos…era a hora de mudar. Pude perceber, que o meu caminho se virava agora para a terra, do qual eu nunca sai, o sentimento gerado por essa ligação criava um sentimento antagónico aquilo a que eu realmente me propunha, muito embora, o meu desígnio, fosse verdadeiramente essa união entre mim e aquilo a que fui escolhido, via-me ainda perante uma ponderação que me mantinha estático, talvez pela única questão que ainda me agarra aqui, essa questão foca-se sobretudo na incorporação de mim para com a minha terra natal, muito embora eu até me sinta unido a outras terras que de mim também fazem parte, ou até talvez pelo simples facto de a minha hora ainda não ter chegado, por mais que a vontade me chame e a terra me acolha, este impasse acende e ao mesmo tempo apoquenta, a minha vacilante vontade de ir e ao mesmo tempo de permanecer por mais que este morar não me traga boas novas.

Julgo, que  a hora não estará para breve, o momento em que me recolherei para a cadeira que baloiça a minha alma entre tudo e entre todos os pensamentos que um dia se depararam, com assimilação a novas intuições, que transportaram a mensagem e a passaram para que o seguimento se prolifere, sobre novas razões, que pedra a pedra edificaram o universo humano, como pedreiros e aprendizes, sobreporão, pedra sobre pedra, na estruturação de um entendimento, em forma de circulo, beberão a harmonia, que a divisão lhes mostrará, como a próxima porta a ser aberta.

O olhar sobre o próximo desencadeará uma sucessão de sentimentos que conseguirá persuadir o egocentrismo de forma a que cada um se sinta cada vez mais distante de si e de um todo.

Despontará o assombroso receio de tropeçar, e de não haver ninguém em sua volta, como forma de confrontação diante do espelho, que verá sobre ele reflectido a angústia do dia seguinte.

Muito embora, tema, que esse conflito tenha como efeito imediato o sinal, que perdurará na mente de cada um, e que se estenderá por um período médio, de forma a que tenhamos tempo de nos capacitar-mos, que afinal rodamos todos para o mesmo lado, ou senão rodamos, pelo menos devíamos.

Esta demagogia espelha-se num quadro lírico da união, que me une á unificação interna de uma visão, cuja sua distancia espreita ao longe, como um ponto isolado, num espaço invadido de pontos diferentes, que o ocultam da sua existência.

Esta sátira maldita, conduz a uma reflexão perfeita, de um antagonismo quase como de propósito, no vasculho de todos os pecados, ou santificações ironia do epigrama, “que boceja” dentro desta estirpe, fomentada por todas as entre linhas, desta filosófica cripta, que me alberga numa meditação de vontades e anseios, perto de uma bater emocional.

Agora, nada me espera, senão a razão, a persistência e a determinação que continuam a ser o motivo porque me debato, diante desta intrincada identidade, que se confronta diariamente com a minha árdua forma que permanece inabalável e única.

Após este breve desvio, que me permitiu percorrer o umbigo do mundo, com a verdade que expiro sobre estas linhas, como um pedaço de mim. No entanto, percebo, que esta cordialidade é simplesmente a minha…e é com ela que respiro todos os dias, no entanto, sou até capaz de a por em causa, e procuro com isto perceber a justeza do universo.

Tudo é incerto e nada é concreto.

Aparentemente esta frase pode fazer algum sentido contudo, nada é assim tão linear, receio até; que tudo talvez seja nada.

Á parte isto, termino daqui de onde me falo, com a consciência que sempre tive e mantenho, com a lucidez que é plausível, sempre dentro da liberdade que me aprisiona, definindo sempre o término das minhas palavras como se qualquer coisa faltasse dizer. Há sempre alguma coisa que nos escapa, fica sempre alguma coisa por dizer, talvez porque não nos permitamos partilha-la, e ela ficará sempre por revelar, por isso tornámo-nos incompletos naquilo que eventualmente queremos dizer, mas não dizemos. Cabe ao tempo, permitir, desenrolar todo o “novelo” toda a teia construída por nós. Não nos bastamos. Se assim não fosse? O que seria de nós?